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17 de outubro de 2013
código
hoje vi este video no blog da Sílvia (que acompanho, mas com quem nunca falei) e fez-me lembrar as conversas que tenho tido com a minha filha mais velha.
a minha filha está no 9º ano e não sabe o que vai querer estudar nos próximos anos. não sei como a aconselhar, não quero influenciá-la mas queria muito ajudá-la. o que lhe digo sempre é que não interessa o que vai escolher, mas seja o que for terá de ser boa e faze-lo com gosto (na verdade, uma condição implica a outra). para ser boa tem de saber comunicar, falar uma língua que todos possam entender, seja aqui ou na China.
sublinho sempre a importância do Inglês e da Matemática, duas linguagens tão importantes e universais mas o que neste video se fala é igualmente (se não mais?) importante.
o ensino seria tão melhor se se adaptasse à realidade de hoje.
27 de setembro de 2011
hoje reclamei
Perdoem-me pois hoje reclamei. Pedi o Livro de Reclamações numa livraria cheia de pais impacientes, na fila de espera para os (ainda) livros escolares.
A culpa é deste meu feitio impaciente e inconformado, que faz curto-circuito cada vez que lhe querem vender peixe estragado como se fosse a melhor iguaria do momento.
Fui levantar os livros há muito encomendados para a filha do 3º ano do 1º ciclo. Não tão espantada (confesso que já ía à procura de problemas), verifico que os livros de língua portuguesa não estão em conformidade com o acordo ortográfico. Menciono levemente a questão à funcionária atarefada ao que me responde não fazer ideia (como se fosse aceitável uma funcionária de uma livraria não ter ainda ouvido falar na questão). Insisto, pelo que ela se vê na obrigação de me chamar à atenção para o facto de a minha encomenda não referir expressamente que queria os livros de acordo com o acordo ortográfico… Desculpe? Como? Minha senhora – digo eu num suspiro profundo – encomendei os livros escolares para a minha filha do terceiro ano e os livros de língua portuguesa não estão em conformidade com aquilo que a professora pretende ensinar, pode trocá-los por favor? Encomendei há um mês os livros para este ano lectivo; parti do princípio que me venderiam os livros com o acordo ortográfico em vigor e não o que foi acordado no tempo das nossas avós! Não. - foi a resposta.
Veio a responsável pela secção (uma senhora que já fazia ideia do que eu falava) e mostrou-me o e-mail da editora. Segundo a Resolução do Conselho de Ministros nº 8/2011 de 25 de Janeiro de 2011, as editoras não são obrigadas a fornecer os livros de língua portuguesa do 3º ano (atenção pois isto é diferente para os vários anos e até diferentes disciplinas) impressas de acordo com o AO.
Ou seja: amanhe-se o encarregado de educação, o professor e o aluno! A pobre editora é que não pode ficar no prejuízo. O professor terá de dizer aos seus alunos que está escrito nos livros mas não é bem assim… é mais ou menos; os alunos terão de acreditar no professor e duvidar do compêndio e os pais terão, claro, de pagar por um artigo defeituoso.
A culpa não é da livraria? Talvez não, mas a reclamação ficou lá na mesma. Agora vou ali reclamar com a editora e de seguida com o Ministério.
“A língua portuguesa é um elemento essencial do património cultural português.” Assim começa a referida resolução. Pelo menos nisto estamos todos de acordo. Ou não?
A culpa é deste meu feitio impaciente e inconformado, que faz curto-circuito cada vez que lhe querem vender peixe estragado como se fosse a melhor iguaria do momento.
Fui levantar os livros há muito encomendados para a filha do 3º ano do 1º ciclo. Não tão espantada (confesso que já ía à procura de problemas), verifico que os livros de língua portuguesa não estão em conformidade com o acordo ortográfico. Menciono levemente a questão à funcionária atarefada ao que me responde não fazer ideia (como se fosse aceitável uma funcionária de uma livraria não ter ainda ouvido falar na questão). Insisto, pelo que ela se vê na obrigação de me chamar à atenção para o facto de a minha encomenda não referir expressamente que queria os livros de acordo com o acordo ortográfico… Desculpe? Como? Minha senhora – digo eu num suspiro profundo – encomendei os livros escolares para a minha filha do terceiro ano e os livros de língua portuguesa não estão em conformidade com aquilo que a professora pretende ensinar, pode trocá-los por favor? Encomendei há um mês os livros para este ano lectivo; parti do princípio que me venderiam os livros com o acordo ortográfico em vigor e não o que foi acordado no tempo das nossas avós! Não. - foi a resposta.
Veio a responsável pela secção (uma senhora que já fazia ideia do que eu falava) e mostrou-me o e-mail da editora. Segundo a Resolução do Conselho de Ministros nº 8/2011 de 25 de Janeiro de 2011, as editoras não são obrigadas a fornecer os livros de língua portuguesa do 3º ano (atenção pois isto é diferente para os vários anos e até diferentes disciplinas) impressas de acordo com o AO.
Ou seja: amanhe-se o encarregado de educação, o professor e o aluno! A pobre editora é que não pode ficar no prejuízo. O professor terá de dizer aos seus alunos que está escrito nos livros mas não é bem assim… é mais ou menos; os alunos terão de acreditar no professor e duvidar do compêndio e os pais terão, claro, de pagar por um artigo defeituoso.
A culpa não é da livraria? Talvez não, mas a reclamação ficou lá na mesma. Agora vou ali reclamar com a editora e de seguida com o Ministério.
“A língua portuguesa é um elemento essencial do património cultural português.” Assim começa a referida resolução. Pelo menos nisto estamos todos de acordo. Ou não?
13 de setembro de 2011
regresso às aulas
o ano escolar começa recheado de ácidos salpicos. bastaram as primeiras reuniões de pais para toda a frescura do Verão se evaporar
assumidamente, deito a língua de fora a quem diz (e escreve) que as escolas públicas são fantásticas! serão algumas - poucas -, e cada vez me convenço mais que a geografia é mesmo um factor importante. esteja relacionada com os grandes centros urbanos, interioridade ou influência da área de habitação, a verdade é que as escolas públicas portuguesas são muito diferentes entre si. há filhos e enteados, atrevo-me a afirmar.
por aqui, começamos com cortes onde achavamos que já não era possível cortar: redução dos horários das auxiliares, cortes nas verbas disponibilizadas, cortes nas viagens de estudo (o plural é mesmo uma maneira de dizer, pois a Junta de Freguesia apenas patrocinava uma deslocação por ano).
por outro lado, as dúvidas e incertezas não obedecem a este clima de contenção! não sabemos ainda se vamos ter funcionária que garanta o prolongamento do jardim infantil, sendo que o horário com que podemos contar é mesmo o das 9h às 15h 30 (se conhecerem algum emprego com este horário, por favor enviem-me um e-mail); nem se estes nossos filhos mais pequenos poderão continuar a aprendizagem da música e da natação, pelos vistos são matérias complementares, dispensáveis à formação das crianças.
a comunicação destas questões é deixada aos professores e a resolução dos problemas é deixada aos pais e encarregados de educação; o bicho papão, aquele grande e gordo do Agrupamento não deu a cara, talvez porque não a tenha mesmo! ficamos novamente a pensar porque o alimentamos e permitimos a sua existência...
no ano lectivo anterior, todos os pais (uns mais do que outros, claro está) se juntaram e melhoraram esta escola. este ano tem todas as salas pintadas, inclusivé os exteriores, muros e gradeamentos, tem mais um contentor-sala (sim, a minha filha tem aulas dentro de um contentor, que já existem preparados para este efeito) que permitiu que uma das salas fosse destinada apenas a servir de refeitório (que não havia), tem as janelas arranjadas e mais alguns pormenores.
todas estas obras foram possíveis, graças a um grupo de pais que mobilizou toda a comunidade, organizou festas e outras actividades para a angariação de fundos.
este ano teremos de nos organizar para manter tudo isto pois as verbas disponibilizadas mal chegam para o inevitável papel higiénico!
aqui faltam, acima de tudo, recursos humanos. Não é possível trabalhar e ter filhos se os horários do pré-escolar forem iguais aos horários das educadoras. Não é possível ficar tranquila, quando sei que há apenas uma funcionária para vigiar o recreio de 100 crianças, por muito boa e experiente que seja!
e como vai ser este ano? Como vair ser daqui para a frente? São os pais que têm de resolver o problema das escolas? Fazem sentido estas uniões de pais?
que o vosso regresso às aulas seja mais tranquilo do que o meu!
agora vou ali enganar o meu espírito, vestir o meu manto da tranquilidade para beijar os meus filhos e deixá-los na escola.
assumidamente, deito a língua de fora a quem diz (e escreve) que as escolas públicas são fantásticas! serão algumas - poucas -, e cada vez me convenço mais que a geografia é mesmo um factor importante. esteja relacionada com os grandes centros urbanos, interioridade ou influência da área de habitação, a verdade é que as escolas públicas portuguesas são muito diferentes entre si. há filhos e enteados, atrevo-me a afirmar.
por aqui, começamos com cortes onde achavamos que já não era possível cortar: redução dos horários das auxiliares, cortes nas verbas disponibilizadas, cortes nas viagens de estudo (o plural é mesmo uma maneira de dizer, pois a Junta de Freguesia apenas patrocinava uma deslocação por ano).
por outro lado, as dúvidas e incertezas não obedecem a este clima de contenção! não sabemos ainda se vamos ter funcionária que garanta o prolongamento do jardim infantil, sendo que o horário com que podemos contar é mesmo o das 9h às 15h 30 (se conhecerem algum emprego com este horário, por favor enviem-me um e-mail); nem se estes nossos filhos mais pequenos poderão continuar a aprendizagem da música e da natação, pelos vistos são matérias complementares, dispensáveis à formação das crianças.
a comunicação destas questões é deixada aos professores e a resolução dos problemas é deixada aos pais e encarregados de educação; o bicho papão, aquele grande e gordo do Agrupamento não deu a cara, talvez porque não a tenha mesmo! ficamos novamente a pensar porque o alimentamos e permitimos a sua existência...
no ano lectivo anterior, todos os pais (uns mais do que outros, claro está) se juntaram e melhoraram esta escola. este ano tem todas as salas pintadas, inclusivé os exteriores, muros e gradeamentos, tem mais um contentor-sala (sim, a minha filha tem aulas dentro de um contentor, que já existem preparados para este efeito) que permitiu que uma das salas fosse destinada apenas a servir de refeitório (que não havia), tem as janelas arranjadas e mais alguns pormenores.
todas estas obras foram possíveis, graças a um grupo de pais que mobilizou toda a comunidade, organizou festas e outras actividades para a angariação de fundos.
este ano teremos de nos organizar para manter tudo isto pois as verbas disponibilizadas mal chegam para o inevitável papel higiénico!
aqui faltam, acima de tudo, recursos humanos. Não é possível trabalhar e ter filhos se os horários do pré-escolar forem iguais aos horários das educadoras. Não é possível ficar tranquila, quando sei que há apenas uma funcionária para vigiar o recreio de 100 crianças, por muito boa e experiente que seja!
e como vai ser este ano? Como vair ser daqui para a frente? São os pais que têm de resolver o problema das escolas? Fazem sentido estas uniões de pais?
que o vosso regresso às aulas seja mais tranquilo do que o meu!
agora vou ali enganar o meu espírito, vestir o meu manto da tranquilidade para beijar os meus filhos e deixá-los na escola.
11 de abril de 2011
aocsáP ad sairéF
Primeiro dia de férias da Páscoa.
Tempo de brincadeiras no parque, algumas malhas e fotografias de pernas para o ar.
Nota importante: todas as fotos são de autoria da miúda mais velha.
8 de abril de 2011
Quem é o Estado?
Afinal de contas quem é o Estado?
Estou cansada do espírito "quem não está bem muda-se" ou "quem tem pressa vai andando".
Costumo ír à praça, sim bem sei que é um privilégio. Como dizia, gosto de ír à praça, gosto de comprar os meus legumes na mesma senhora de sempre, gosto que seja ela a escolher o que vou por na sopa da família, "não leve os agriões, leve antes os espinafres que são meus, fazem melhor aos meninos" manda-me ela e eu obedeço descansada. Gosto de dar dois dedos de conversa com a senhora do pão, gosto dos senhores do talho e até já me habituei ao mau humor do peixeiro (desde que não me lembre de perguntar se tem jaquinzinhos daqueles mesmo pequeninos, tá tudo certo! pois se é proibido! quererei eu que ele vá preso só para eu ter o prazer de me deliciar com tão minúscula iguaria?)
O que eu não gosto é da falta de respeito, falta de planeamento, falta de profissionalismo e até da falta de humanidade desta pessoa que é o Estado!
Pois ao que parece veio a Junta e mandou fechar o mercado. É preciso reparar o telhado, decretou a ASAE. E assim se fez. Ainda sugeriu o Estado que os donos das bancas aproveitassem e ficassem em casa, afinal a obra deveria fazer-se no prazo de um mês, o de Março. Sabemos agora que o mês talvez até esteja certo mas o ano não foi indicado e, apesar de assumido pelas partes interessadas como sendo o presente, talvez não seja. Resultado? A praça está fechada, os donos das bancas (mas apenas aqueles que tiveram essa possibilidade) juntaram-se, alugaram uma tenda (como aquelas dos casamentos) e têm estado sem quaisquer condições de trabalho, saúde e higiene pública a tentar obter o cobro mensal, à custa de muita suadeira na dita tenda, de muito legume precocemente amadurecido, pão seco, peixe que já não é fresco e carne com mais bactérias do que o Séc XXI pode suportar! E as obras perguntar-me-ão... pois nem ve-las! Nem ainda começaram e já estamos em Abril!
Será, Senhor Estado, que estas pessoas vão passar os únicos 2 meses do ano em que conseguem sair do vermelho financeiro, enfiados na sauna? Qual das suas 8 cabeças engendrou tal plano?
Afinal quem é o Estado? Não serão pessoas que trabalham nas câmaras e juntas de freguesia? Não serão pessoas como eu e os donos das bancas da praça? Não darão eles valor aos seus ordenados no final do mês? Não são pessoas que trabalham para pessoas?
Parece-me a mim que o Estado tem de deixar de ser este monstro sem cara para que comece a ser produtivo e eficaz. Se tivesse uma cara eu já a teria olhado e feito a pergunta olhos nos olhos mas, como não tem, sei que se quizesse saber iria andar de departamento em departamento, à procura do génio que tomou esta decisão. Sei também que não iria encontrá-lo pois sei que estas coisas são como as bolas de neve, vão crescendo pelo caminho...
Se o Estado tivesse cara eu aproveita e perguntava-lhe também porque razão os meus filhos têm aula de natação sempre a seguir ao almoço? Nesse dia têm de comer pouco, dizem-me as professoras. Aqueles que não conseguem comer pouco ou que não conseguem comer tão rápido quanto os outros, acompanham os colegas, calçam os chinelos mas ficam no banco a assistir. E porquê pergunto eu? Porque não pode ser noutro horário? Porque é o horário que temos respondem-me. E quando as minhas perguntas são demais a resposta que tenho é "mas a natação não é obrigatória mãe, pode vir buscar os seus meninos". É assim?
No caso da praça ganha o hipermercado mais próximo, claro! No caso da escola quem ganha? O país?
Quem não está bem muda-se. E o Estado não me parece mesmo uma pessoa de bem!
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26 de agosto de 2010
26 de Agosto
18 de junho de 2010
Alergias Alimentares - a nossa história
Li recentemente este post do blog da Rita Quintela que acompanho há anos.
Como lhe disse em comentário, a minha filha mais velha, que vai fazer 11 anos em Setembro, é e sempre foi alérgica ao ovo. Não é intolerante, é alérgica; não pode comer nem tocar em ovo - nem na gema nem na clara.
Como devem cálcular, 11 anos de alergia a um alimento dá pano para mangas ainda mais quando esse alimento faz parte dos nossos hábitos alimentares diários. Quem nunca fez uma refeição de ovos ou deu um ovinho mexido a um filho num dia em que não apetece fazer muito mais?
Descobrimos esta alergia logo na primeira vez que lhe demos ovo a comer. A reacção foi tão evidente que até para uma mãe de primeiro filho não havia dúvidas!
Desde então foi sempre a nossa preocupação maior: na escola, nas festas de anos, na casa de amigos ou familiares, sempre a mesma preocupação! Não pode tocar, não pode comer nem que seja só um bocadinho, o que contém vestígios também não serve! E mais ainda, em caso de dúvida não comer! Felizmente ela sempre compreendeu a questão e nunca, mas nunca infringiu a regra mais básica da sua vida. Nós sempre encarámos o facto com muita naturalidade e sempre cortei a conversa a quem lhe diz "coitadinha". Coitadinhos para mim são os meninos que não têm comida para comer.
Tivemos muita sorte porque na primeira escola onde andou - dos 12 meses até aos 6 anos - foram sempre extremamente rigorosos. Nesta escola haviam várias crianças alérgicas a várias coisas e todo o pessoal estava devidamente formado para lidar com estas situações. Não fosse esta primeira escola ter sido tão boa e não sei se tudo teria corrido tão bem.
Tivemos muita sorte porque na primeira escola onde andou - dos 12 meses até aos 6 anos - foram sempre extremamente rigorosos. Nesta escola haviam várias crianças alérgicas a várias coisas e todo o pessoal estava devidamente formado para lidar com estas situações. Não fosse esta primeira escola ter sido tão boa e não sei se tudo teria corrido tão bem.
Confesso que as primeiras festas de anos me assustaram um pouco, sítios com comida que eu não podia supervisionar, mas também aí tudo correu sempre bem; felizmente todos os pais se mostraram sempre bastante conscientes e cuidadosos.
Quando passou para a instrução primária tivemos o primeiro susto na escola: tinham-lhe trocado a comida com outro colega que levava de casa e ninguém confirmou que não tinha ovo. Felizmente não tinha, mas ficou a nossa desconfiança quanto à competência de quem deveria fazer esse trabalho. Na escola seguinte, passámos do susto à realidade e deram-lhe uma comida com ovo. Valeu-lhe uma ida de urgência ao hospital e todos os cuidados necessários para não entrar em choque anafilático. Felizmente não teve consequências graves e serviu seguramente para alertar todos os funcionários.
Enquanto ela foi pequena, nunca fiz em casa comidas que habitualmente se confeccionam com ovo para não a baralhar. Aquilo que a mãe cozinha é tudo aquilo que ela pode comer e tudo o que ela não conhecia não queria sequer provar. A partir do momento que começou a compreender melhor as coisas, comecei a alargar os menús. Hoje em dia faço panadinhos de perú, filetes de peixe, salame de chocolate, biscoitos, panquecas... tudo sem ovo. Já experimentei algumas receitas de bolos mas nenhuma me convenceu. O ovo serve precisamente para ligar todos os outros ingredientes e não há nada que o substitua: é como comer soja em vez de carne, pode ficar muito saborosa se for bem cozinhada mas não é o mesmo que carne... como li uma vez "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa"!
Devo também dizer que há pães de leite e bolo rei sem ovo e vendem-se em algumas lojas de produtos naturais. Já comprei mas a minha filha não gostou.
Enquanto ela foi pequena, nunca fiz em casa comidas que habitualmente se confeccionam com ovo para não a baralhar. Aquilo que a mãe cozinha é tudo aquilo que ela pode comer e tudo o que ela não conhecia não queria sequer provar. A partir do momento que começou a compreender melhor as coisas, comecei a alargar os menús. Hoje em dia faço panadinhos de perú, filetes de peixe, salame de chocolate, biscoitos, panquecas... tudo sem ovo. Já experimentei algumas receitas de bolos mas nenhuma me convenceu. O ovo serve precisamente para ligar todos os outros ingredientes e não há nada que o substitua: é como comer soja em vez de carne, pode ficar muito saborosa se for bem cozinhada mas não é o mesmo que carne... como li uma vez "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa"!
Devo também dizer que há pães de leite e bolo rei sem ovo e vendem-se em algumas lojas de produtos naturais. Já comprei mas a minha filha não gostou.
Acho que nesta história das alergias alimentares o importante é valorizar aquilo que é de facto importante: no caso dela é não comer ovo, tudo o resto é mesmo irrelevante.
Ao longo destes anos a legislação que regulamenta as embalagens dos produtos alimentares também tem sofrido algumas alterações. Quem como eu é obrigada a ler todas as letrinhas minúsculas poderá confirmá-lo. Nos primeiros anos da vida da minha filha não era obrigatório incluir um alimento na lista de ingredientes se a sua proporção fosse inferior a 3%; hoje em dia creio que é obrigatório incluir até os vestígios.
Ao longo destes anos a legislação que regulamenta as embalagens dos produtos alimentares também tem sofrido algumas alterações. Quem como eu é obrigada a ler todas as letrinhas minúsculas poderá confirmá-lo. Nos primeiros anos da vida da minha filha não era obrigatório incluir um alimento na lista de ingredientes se a sua proporção fosse inferior a 3%; hoje em dia creio que é obrigatório incluir até os vestígios.
Todas estas alterações vão facilitando a vida a quem tem de ter atenção a todos os detalhes. Resta agora educar a população em geral e os empregados de restauração em particular. Quando peço um bitoque SEM ovo porque a minha filha é alérgica e não pode come-lo... por favor acreditem que não estou com medo que lhe nasçam algumas borbulhas. Não retirem o ovo que já tinha estado em cima do bife, pois o resultado é quase igual. Não estranhem quando peço para ler os rótulos de tudo aquilo que vão usar na vossa cozinha. Às vezes é complicado comer fora de casa, o ovo, tal como outros alimentos, pode não estar expressamente enunciado, um alimento que tenha maionaise já sabemos que tem ovo.
Não esquecer que quanto maior for a quantidade ingerida maior é a reacção alérgica.
Habituem-se a estas questões, há pessoas com intolerâncias e alergias alimentares graves. O bem estar e até mesmo a vida de muitas pessoas depende do nosso esforço pessoal.
Habituem-se a estas questões, há pessoas com intolerâncias e alergias alimentares graves. O bem estar e até mesmo a vida de muitas pessoas depende do nosso esforço pessoal.
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16 de junho de 2010
Santo António já lá vai...
É arrepiante como o tempo passa!Depois da minha operação foi a vez da princesa do meio passar 9 dias num hospital.
Podia queixar-me da loucura que é entrar numa rotina hospitalar, da incerteza dos diagnósticos, do sofrimento de um filho e até mesmo do sofrimento dos filhos dos outros... mas prefiro nem falar nisso. Quando tudo termina, escondemos estas vivências naquele espaço que todos temos e onde guardamos aquilo que apenas se sente mas não se explica, é aquele vazio onde mora o medo, a angústia e a dor.
Depois de tudo passar, é a felicidade do regresso à normalidade, o regresso dos sorrisos, das brincadeiras e até das birras!
Estamos recompostas e isso é que conta.
Nos últimos tempos parece que não faço outra coisa senão pedir desculpas e agradecer e hoje não é excepção. Desculpas pelas respostas por dar, pelos emails por retribuir, pelos trabalhos por fazer... e especialmente agradecer! Agradecer os mimos, os carinhos e as palavras mágicas...
A Lebre Carolina chegou e não fez escala no hospital. Felizmente veio directamente para casa e com uma história de encantar... Feita pelas mãos da querida Virgínia que mandou a mais bela prenda que a minha filha poderia receber! Obrigada Virgínia! A história contei-a mesmo à porta dos correios quando a fui buscar... Agora é companheira da outra que já cá morava. Lebre e História vão viver connosco para sempre!


Obrigada à princesa viajante... querida Patrícia estás no meu coração. Obrigada a todas as palavras e abraços silenciosos! Obrigada comadre por te rires comigo... estou uma piegas...
Bom, mas agora é tempo de aproveitar o Sol e o Verão que parece querer chegar.
Bom, mas agora é tempo de aproveitar o Sol e o Verão que parece querer chegar.
Para comemorar vamos todos ao Porto este fim de semana! Vou participar no Dia Mundial de Tricotar em Público.
É a minha estreia nesta data e resolvi ír até ao Porto. Vou abraçar umas amigas e até levar a minha roda de fiar. Vai estar a Tita Costa para fazer um cantinho de fiandeiras! Quem puder ír é uma oportunidade a não perder! Eu vou, como aprendiz de fiandeira claro. Mais informações sobre o encontro aqui.E vocês? Vão tricotar? Onde?

E... não sei se já repararam mas andam coisas muito bonitas por aí.
As bolsinhas da Susana, os alfinetes da Zélia (estou à espera do meu), os burrinhos da Ana Barata - que também vai estar na Feira do Seixal, juntamente com a Suzete que faz umas mantinhas lindas. Acho que o artesanato português ainda tem muitas coisas bonitas e de valor.
PS: preciso de um novo PC e de uma ligação melhor também... este post demorou horas a formatar!
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2 de dezembro de 2009
Início de época...
Não é que me possa queixar.
Com 3 filhos, abrir a época das gripes e constipações ao dia 1 de Dezembro não me parece propriamente motivo para reclamações.
Tenho o comilão sem querer comer e a princesa da brincadeira a parecer a bela adormecida. Eu tento esgueirar-me por entre o meio de espirros, tosses e outras coisas que os acompanham... Não é fácil, pois quando se reparte a noite pelas camas de dois filhos doentes, o mais certo é mesmo acompanhá-los!
Melhor sorte (ou não, na perspectiva dela) teve a mais velha, ainda não lhe chegaram os achaques pelo que pode hoje ír a escola continuar a sua série de testes de final de período. "Não é justo!", diz ela. "Eles ficam em casa e eu tenho de ír, dá beijinho à mana, dá!"
Com 3 filhos, abrir a época das gripes e constipações ao dia 1 de Dezembro não me parece propriamente motivo para reclamações.
Tenho o comilão sem querer comer e a princesa da brincadeira a parecer a bela adormecida. Eu tento esgueirar-me por entre o meio de espirros, tosses e outras coisas que os acompanham... Não é fácil, pois quando se reparte a noite pelas camas de dois filhos doentes, o mais certo é mesmo acompanhá-los!
Melhor sorte (ou não, na perspectiva dela) teve a mais velha, ainda não lhe chegaram os achaques pelo que pode hoje ír a escola continuar a sua série de testes de final de período. "Não é justo!", diz ela. "Eles ficam em casa e eu tenho de ír, dá beijinho à mana, dá!"
9 de novembro de 2009
Do fim de semana
Este Sábado tive a casa cheia de amigas. Comemos, conversamos e tricotamos alguma coisa também. Ofereceram-me miminhos, obrigada Sara pelos paninhos lindos e Fernanda pelas lãs tão bonitas.
Obrigada André por mais estes vinhos tão bons e o saquinho tão bonito, eu é que agradeço!
Mas, o mais espantoso foi que essas minhas amigas conseguiram ensinar as minhas filhas a fazer tricot! Coisa que eu nunca tinha conseguido... incompatibilidades de mãe, por certo!
Este domingo foi passado de pijama, grande parte do tempo no sofá. Estivemos as três a tricotar! Dizia a M para C, "como é que consegues fazer com a linha ao pescoço?!" Agora tenho de ír comprar dois pares de agulhas de Bamboo como as da Batixa (as minhas são muito frias) e umas lãs mais giras (as minhas são muito feias) para elas tricotarem.
A Fernanda ensinou a minha filha C (de 6 anos) a tricotar à portuguesa (a da foto) e a Batixa ensinou a M (de 10 anos) a tricotar à inglesa, neste video aqui.
13 de outubro de 2009
Aqui vamos nós novamente
Siiiimmmmmmmm...
O i é o da pintinha, o o é o da bolinha, o n é igual ao m de maria mas tem menos uma perninha... o e é aquele igual ao f com menos uma perninha...
E porque é que tenho de fazer destas letras (manuscritas) e não daquelas que eu já sei (letra de imprensa)?
E tenho de copiar a linha toda até ao fim? Que seca!
E porque é que não posso ter prolongamento?
E quero um desinfectante!
...
Aproveita todos os bocadinhos para me perguntar como se escreve isto ou aquilo.
É assim o primeiro ano!
O i é o da pintinha, o o é o da bolinha, o n é igual ao m de maria mas tem menos uma perninha... o e é aquele igual ao f com menos uma perninha...
E porque é que tenho de fazer destas letras (manuscritas) e não daquelas que eu já sei (letra de imprensa)?
E tenho de copiar a linha toda até ao fim? Que seca!
E porque é que não posso ter prolongamento?
E quero um desinfectante!
...
Aproveita todos os bocadinhos para me perguntar como se escreve isto ou aquilo.
É assim o primeiro ano!
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9 de outubro de 2009
O meu bébé
Já não usa fralda durante a noite, mas ainda mama. Até hoje só se esqueceu de o pedir duas vezes, uma delas esta semana :)
Chama-me mãmã Rosário e diz que sou linda e fofinha.
Dá-me muitos beijinhos e abraços.
Continua a preferir as brincadeiras da irmã que mais traquinices lhe faz.
Gosta de ír para a escola.
Continua a comer muito bem mas já ganhou algumas manias. Diz que não gosta de carne e peixe.
Adora batatas cozidas e puré.
Come vários iogurtes por dia.
Esta semana provou pela primeira vez sugos e disse que eram uma delícia.
Prefere os homens da família às mulheres (não há nada a fazer... é mesmo assim). Adora os avôs.
O meu bébé está a ficar "quescido"!
...
Pronto! Foi só para não me esquecer...
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8 de outubro de 2009
Duas semanas depois...
... o post anterior continua válido! Que ano este... eleições semana sim semana não.
Este ano e pela primeira vez, não vou votar para Lisboa. Este ano tenho uma cidade nova, com pessoas que eu ainda não conheço.
Amanhã repete-se a situação da última ida às urnas. A miúda do meio interrompe as aulas logo a seguir ao almoço para as retomar na segunda feira da parte da tarde. As urnas estão mesmo na sala dela e há que arrumar para depois limpar e voltar a por tudo no lugar!
Coisas das eleições...
22 de setembro de 2009
Regresso às aulas III
Com uma semana de aulas...
Já o irmão mais novo vai mais aliviado para a creche. Já não lhe fica a dúvida de onde raio ficam as irmãs e porque razão só ele não fica com a sua mamã.
A do meio já tem trabalhos de casa, mas não são bem do que estava à espera; afinal ainda não está a fazer as letras só bolinhas e chapéus de chuva a tracejado. Contas nem vê-las e ela está desejosa de mostrar que já sabe somar e subtraír feijões. A professora nova continua sem tombar para o lado do bom ou do mau, precisamos de mais tempo para decidir.
Ao final do dia o cansaço é sempre grande, nem as refeições nem as aulas de ginástica são feitas dentro da escola. Pelos vistos, longe vai o tempo em que se conseguia fazer tudo dentro do mesmo espaço. Esta parece ser uma dificuldade intransponível, mesmo com eleições à porta.
Com uma semana de aulas, já a mais velha perdeu o cartão da escola (que afinal estava só no bolso das calças do fato de treino). Sem ele não pode almoçar, nem mesmo entrar ou sair. Nesse mesmo dia esqueceu-se também da pasta de EVT e nunca sabe bem, afinal, que material pedem os professores; todos os dias vem uma actualização da lista "a comprar".
Com uma semana de aulas ainda não entrámos nas novas rotinas nem nos desligámos do doce e despreocupado ritmo das longas férias de Verão.
Já o irmão mais novo vai mais aliviado para a creche. Já não lhe fica a dúvida de onde raio ficam as irmãs e porque razão só ele não fica com a sua mamã.
A do meio já tem trabalhos de casa, mas não são bem do que estava à espera; afinal ainda não está a fazer as letras só bolinhas e chapéus de chuva a tracejado. Contas nem vê-las e ela está desejosa de mostrar que já sabe somar e subtraír feijões. A professora nova continua sem tombar para o lado do bom ou do mau, precisamos de mais tempo para decidir.
Ao final do dia o cansaço é sempre grande, nem as refeições nem as aulas de ginástica são feitas dentro da escola. Pelos vistos, longe vai o tempo em que se conseguia fazer tudo dentro do mesmo espaço. Esta parece ser uma dificuldade intransponível, mesmo com eleições à porta.
Com uma semana de aulas, já a mais velha perdeu o cartão da escola (que afinal estava só no bolso das calças do fato de treino). Sem ele não pode almoçar, nem mesmo entrar ou sair. Nesse mesmo dia esqueceu-se também da pasta de EVT e nunca sabe bem, afinal, que material pedem os professores; todos os dias vem uma actualização da lista "a comprar".
Com uma semana de aulas ainda não entrámos nas novas rotinas nem nos desligámos do doce e despreocupado ritmo das longas férias de Verão.
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17 de setembro de 2009
16 de setembro de 2009
Regresso às aulas II
1º dia de aulas do 1º Ciclo da miúda do meio (ontem)
- Então, como correu o dia?
- Fixe. A professora é assim-assim, um bocadinho mais ou menos má.
- Mais ou menos má?
- Sim, ralha um bocadinho mais ou menos. Mas também tive uma professora divertida (Ciência Divertida), faz experiências mágicas; é bué divertida! E Inglês, também tivemos inglês mas não percebi nada do que ela estava a dizer. E depois pôs umas músicas e queria que nós cantássemos... era o que faltava, eu não cantei, só fiz assim (com os lábios)! Era tudo em inglês! Mas nem consegui trabalhar nada, nem sequer tenho trabalhos de casa!
- ...
- Então, como correu o dia?
- Fixe. A professora é assim-assim, um bocadinho mais ou menos má.
- Mais ou menos má?
- Sim, ralha um bocadinho mais ou menos. Mas também tive uma professora divertida (Ciência Divertida), faz experiências mágicas; é bué divertida! E Inglês, também tivemos inglês mas não percebi nada do que ela estava a dizer. E depois pôs umas músicas e queria que nós cantássemos... era o que faltava, eu não cantei, só fiz assim (com os lábios)! Era tudo em inglês! Mas nem consegui trabalhar nada, nem sequer tenho trabalhos de casa!
- ...
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13 de setembro de 2009
10 de setembro de 2009
Regresso à aulas I
Esta semana já tive: uma reunião para dar as notas e trabalhos da miúda do meio que tinha ficado adiada do fim do ano para agora; uma reunião de pais para apresentação da escola da miúda mais velha; uma deslocação à mesma escola, mas noutro dia e noutro horário para compra dos livros escolares da mesma filha; uma deslocação à nova escola da miúda do meio, para conhecer a nova professora, os projectos para este novo ano e o plano de contingência da escola para a gripe A (aqui não vou nem comentar...).
Amanhã a miúda mais velha começa na nova escola, mas só até ao meio dia. Depois disso temos de ír comprar o material escolar que será indicado da parte da manhã.
Fico a imaginar como seria se não estivesse desempregada...
Amanhã a miúda mais velha começa na nova escola, mas só até ao meio dia. Depois disso temos de ír comprar o material escolar que será indicado da parte da manhã.
Fico a imaginar como seria se não estivesse desempregada...
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10 de julho de 2009
Necessidades extremas
Tenho de comprar uma garagem para o meu filho... urgentemente!
A filha mais velha também PRECISA de um telemóvel, daqueles que abrem assim. Precisa tanto que quer ír comprá-lo este domingo.
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26 de maio de 2009
Palavras por minuto
Quantas palavras consegue fazer num minuto uma criança de cinco anos? E a quantas conseguimos nós responder?
Ontem foi dia de ír com a miúda do meio às vacinas. Fomos a Lisboa porque aqui ainda não temos médico de família.
Segunda feira de manhã. 60 kms pela frente e muitas, mas muitas perguntas depois, a que eu já respondia, hã hã, sim, podes, está bem, ela disse: então e agora podemos ír comprar muitos bolinhos? e eu: sim, podemos... O QUÊ? minha malandra, não, não podemos! Ela deu uma gargalhada, como quem diz, quase que te enganei...
Mais à frente... começa a dar Thunder dos AC/DC... e ela diz: também há rádio da disney? porquê filha? porque isto é o pato donald a cantar!
AC/DC nunca mais serão os mesmos para mim...
Tão cedo não mudo de centro de saúde.
Ontem foi dia de ír com a miúda do meio às vacinas. Fomos a Lisboa porque aqui ainda não temos médico de família.
Segunda feira de manhã. 60 kms pela frente e muitas, mas muitas perguntas depois, a que eu já respondia, hã hã, sim, podes, está bem, ela disse: então e agora podemos ír comprar muitos bolinhos? e eu: sim, podemos... O QUÊ? minha malandra, não, não podemos! Ela deu uma gargalhada, como quem diz, quase que te enganei...
Mais à frente... começa a dar Thunder dos AC/DC... e ela diz: também há rádio da disney? porquê filha? porque isto é o pato donald a cantar!
AC/DC nunca mais serão os mesmos para mim...
Tão cedo não mudo de centro de saúde.
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