11 de janeiro de 2012

lavar a lã

bordaleira
(lã aberta, antes de lavar)

Este ano ofereceram-me umas sacas de pelo de ovelha da raça Bordaleira da Serra da Estrela.
Como podia escolher, pedi que me guardassem apenas as de cor escura. Quando as fui buscar vi que a lã era linda, de boa qualidade, com um bom comprimento e um forte frizado, tudo condições óptimas para dar uma excelente lã.
No entanto, duas condicionantes estão no meu caminho: o extremo estado de sujidade e o não terem sido tosquiadas para aproveitamento do pelo. Em resumo, uma lã assassinada.
Do pouco que consegui aproveitar de tantas sacas estou a experimentar diferentes técnicas de lavagem.
Desta vez, a que mais me assustava de inicio: lavar pedaço a pedaço, com a grossura de um dedo e desafiando todas as leis das fibras animais que até agora conhecia... bastante sabão, agitação e claro água quente.

bordaleira
(depois de lavar)

Surpreendentemente, não feltrei um único pedaço. E é tão macia esta lã.

bordaleira
(pedaço depois de seco)

AGora estou pronta para a parte divertida: fiá-la!

5 comentários:

  1. Ainda ontem estive a lavar a lã, mas no rio!
    Estamos em sintonia :D

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  2. Não a vais cardar? A minha mesmo aberta e lavada ainda tem muito lixo agarrada e acho que cardada fica melhor... Haja tempo e espaço livre para fazer esse processo!

    Bjs

    Mónica

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  3. não foi cardada. dei-lhe só uma penteadela rápida com uma escova para cães. antes de a lavar é que a abri muito bem e tirei-lhe todo o lixo visivel.
    vou fiá-la muito fininha, para lace, não penso fazer todo este processo para uma grande quantidade, não é viável...

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