Dos cinco, três estivemos doentes. Eu incluída, claro está.
É chato estar doente. Mesmo não sendo grave, não é bom não aguentar a cabeça em pé, não conseguir olhar para um monitor e pior do que tudo, não poder tratar dos filhos doentes nem sequer de mim própria! A febre é uma coisa que desorienta e desespera. As dores no corpo e garganta também. Tão cedo não quero nada com gripes!
Uma semana depois, há que repor o stock de ben-u-rons, nas três gramagens mais crescidas.
Uma semana depois, tudo caminha para a normalidade.
Uma semana depois, dou-me conta de que esta, esta, é a última semana de aulas. É mesmo? Para onde vai o tempo?
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15 de junho de 2009
3 de junho de 2009
meio cheio ou meio vazio?
A pergunta que muitas vezes nos distingue, que distingue a nossa atitude perante a vida, como convivemos com os nossos desgostos, com as nossas frustrações, com as incertezas da nossa vida.
O que faz com que muito para mim possa ser pouco para a pessoa que está ao meu lado? A nossa vivência, a nossa educação? Claro que sim. Também, mas não só.
Quem tem mais do que um filho sabe que assim é. As experiências de cada um deles são semelhantes mas não iguais. Não acredito quando ouço um pai dizer que ama todos os filhos por igual, que deu o mesmo a todos eles e que educou todos de igual modo. Para mim isso é impossível por várias razões. Os filhos são todos diferentes e a nossa relação com eles também tem de ser. Aí está a magia.
Eu acredito que só me fez bem ver a vida como ela é, saber que muitas vezes não havia dinheiro sequer para pagar as contas mais básicas. Acredito que o que o meu professor de música (da instrução primária) se divertia a mostrar aos meus colegas as minhas meias passajadas me fortaleceu. Hoje, às vezes quando me lembro disso, faço-o com um sorriso e pergunto-me o que leva um adulto a fazer isso a uma criança? Coitado. Acho que se chamava Luís, mas podia ser outro nome qualquer, não interessa.
Acredito também que só me fez bem ouvir as discussões dos meus pais. Lembro-me delas claro, mas o que eu recordo mesmo são os abraços deles e o amor que sentiam um pelo outro. Na minha memória estão coisas boas.
Quando eu era bem pequenina o meu pai teve um acidente muito grande. Por causa dele esteve muito tempo sem trabalhar. Os tempos eram outros, não havia seguros nem outras garantias sociais que, mesmo assim, vão valendo a muitos hoje em dia. Isto trouxe grande dificuldades a uma família de seis em que só pai tinha ordenado.
Toda esta experiência de vida, me faz ver que para mim o copo está definitivamente cheio. Dou muito valor a tudo o que tenho e sei que tenho muito.
Hoje, escrevi estas palavras numa igreja de Lisboa. Uma Igreja que eu não sigo e em que não acredito. Vim acompanhar a minha mãe, que segue e acredita e onde veio, mais uma vez, buscar consolo.
Faz hoje dezassete anos que um dos meus irmãos achou que o copo estava meio vazio e decidiu deixar-nos. Foi também numa quarta-feira. Fica a angústia do que por não saber ficou por fazer. Fica a revolta com o resultado de tratamentos despersonalizados e e despersonalizantes. Fica a Saudade e o vazio daquilo que poderia ter sido e não chegou a ser. Olá Paulo!
O que faz com que muito para mim possa ser pouco para a pessoa que está ao meu lado? A nossa vivência, a nossa educação? Claro que sim. Também, mas não só.
Quem tem mais do que um filho sabe que assim é. As experiências de cada um deles são semelhantes mas não iguais. Não acredito quando ouço um pai dizer que ama todos os filhos por igual, que deu o mesmo a todos eles e que educou todos de igual modo. Para mim isso é impossível por várias razões. Os filhos são todos diferentes e a nossa relação com eles também tem de ser. Aí está a magia.
Eu acredito que só me fez bem ver a vida como ela é, saber que muitas vezes não havia dinheiro sequer para pagar as contas mais básicas. Acredito que o que o meu professor de música (da instrução primária) se divertia a mostrar aos meus colegas as minhas meias passajadas me fortaleceu. Hoje, às vezes quando me lembro disso, faço-o com um sorriso e pergunto-me o que leva um adulto a fazer isso a uma criança? Coitado. Acho que se chamava Luís, mas podia ser outro nome qualquer, não interessa.
Acredito também que só me fez bem ouvir as discussões dos meus pais. Lembro-me delas claro, mas o que eu recordo mesmo são os abraços deles e o amor que sentiam um pelo outro. Na minha memória estão coisas boas.
Quando eu era bem pequenina o meu pai teve um acidente muito grande. Por causa dele esteve muito tempo sem trabalhar. Os tempos eram outros, não havia seguros nem outras garantias sociais que, mesmo assim, vão valendo a muitos hoje em dia. Isto trouxe grande dificuldades a uma família de seis em que só pai tinha ordenado.
Toda esta experiência de vida, me faz ver que para mim o copo está definitivamente cheio. Dou muito valor a tudo o que tenho e sei que tenho muito.
Hoje, escrevi estas palavras numa igreja de Lisboa. Uma Igreja que eu não sigo e em que não acredito. Vim acompanhar a minha mãe, que segue e acredita e onde veio, mais uma vez, buscar consolo.
Faz hoje dezassete anos que um dos meus irmãos achou que o copo estava meio vazio e decidiu deixar-nos. Foi também numa quarta-feira. Fica a angústia do que por não saber ficou por fazer. Fica a revolta com o resultado de tratamentos despersonalizados e e despersonalizantes. Fica a Saudade e o vazio daquilo que poderia ter sido e não chegou a ser. Olá Paulo!
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5 de maio de 2009
Pessoas da nossa vida
É estranho como a morte de pessoas que não conhecemos pessoalmente nos pode entristecer.
Hoje, através de alguns blogs que leio frequentemente, soube que tinha morrido o Vasco Granja. A notícia é dada em vários sítios mas eu ainda não sabia. Pode-se ler aqui e aqui e em muitos outros sítios.
O Vasco Granja faz parte da minha vida, como da vida de muita gente concerteza. Tinha um programa na RTP que acompanhou o meu crescimento. Lembro-me muito bem dele, da voz dele e lembro-me também de que falava muito para explicar aquilo que era a sua paixão. Eu esperava sempre para ver os desenhos animados.
Faz falta um Vasco Granja na vida dos meus filhos.
Hoje, através de alguns blogs que leio frequentemente, soube que tinha morrido o Vasco Granja. A notícia é dada em vários sítios mas eu ainda não sabia. Pode-se ler aqui e aqui e em muitos outros sítios.
O Vasco Granja faz parte da minha vida, como da vida de muita gente concerteza. Tinha um programa na RTP que acompanhou o meu crescimento. Lembro-me muito bem dele, da voz dele e lembro-me também de que falava muito para explicar aquilo que era a sua paixão. Eu esperava sempre para ver os desenhos animados.
Faz falta um Vasco Granja na vida dos meus filhos.
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29 de abril de 2009
Feira do Livro
Não esquecer, começa amanhã.
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17 de abril de 2009
conta-me como foi
Tem-me ocorrido ultimamente que quando eu era pequena - e assim, vistas de longe - as coisas tinham outra piada.
começou por ser instrumento de trabalho do meu pai. O gravador portátil da época que de portátil tinha muito pouco, pois pesava que se fartava. Outros tempos, nessa altura as pessoas não sofriam tanto das costas...
Na minha casa, por exemplo, só havia um telefone, fixo, estrategicamente colocado na sala e dava serventia a toda a família de seis elementos.
Na altura falava-se menos ao telefone, bem menos. Acho que os meus filhos não vão nunca poder imaginar como era. Mas era realmente engraçado.
Lá em casa, o nome do filho varão era o do pai (tradição que mantive) e a confusão que isto dava! Lembro-me de ouvir a minha mãe perguntar à mocinha envergonhada "C.? sim, mas o pai ou o filho?", claro que ela sabia que era o filho, mas fazia sempre o mesmo número.
Dos quatro filhos acho que eu fui a que mais usei o aparelho, outros tempos, e além disso era a única menina...
Lembro-me de que quando alguém me telefonava o meu pai (ai os pais) ía imediatamente sentar-se na pontinha do sofá mais perto do telefone. Sempre com um ar muito sério e como se estivesse ocupado com outro assunto qualquer. Nunca se desmanchou e eu nunca o chamei à atenção.
A televisão claro que também era elemento único. Hoje eu tenho... bom algumas cá em casa. Também se via menos televisão, bem menos. Ainda não havia o hábito de a ter sempre ligada, como se de uma companhia se tratasse. Só tinha dois canais, claro, e durante muito tempo foi a preto e branco, todos sabemos. Todos menos os nossos filhos, daaa.
A música. A música também é uma coisa engraçada. Na minha casa havia mais sítios onde ouvir música, e ouvia-se mais, bem mais. Havia sempre um rádio na cozinha, alguns gravadores de cassetes espalhados pela casa mas, o elemento que mais me acompanhou foi a "máquina de bobines" como lhe chamavamos.
A máquina de bobines, uma Uher (cuja imagem mais parecida que consegui encontrar na net é esta. A nossa não era bem assim mas era muito parecida)
começou por ser instrumento de trabalho do meu pai. O gravador portátil da época que de portátil tinha muito pouco, pois pesava que se fartava. Outros tempos, nessa altura as pessoas não sofriam tanto das costas...A tal máquina acompanhou o crescimento dos quatro filhos, sempre com as mesmas bobines que foram regravadas até à exaustão. Por lá passaram desde os AC/DC até ao Prince passando pelas pirosadas do meu irmão mais velho que eu não consigo lembrar (muito 70's).
Não havia aparelhagem de som, a alta fidelidade. Algumas pessoas tinham mas nós não. Mas, quando alguém ouvia música, toda a gente ouvia. Não havia auscultadores, os ditos headphones. De quando em vez também se ouvia "põe a música mais baixo!".
Hoje não, ouve-se menos música e quando se ouve só dá para um par de ouvidos. Passa nos PCs, MP3 e 4, ipods e outras coisas de som (im)perfeito e pessoal mas vem sempre, sempre pelos headphones.
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23 de março de 2009
Da costura
1. tirar moldes é útil
2. passar a ferro e alinhavar não são perdas de tempo
3. não se deita nada fora, tudo se aproveita, tudo se transforma
4. não se salta etapas
5. mente aberta para tudo o que está à nossa volta, mesmo que não esteja dentro da caixa da costura - acetatos, fita cola, mangueiras, moldes para plasticina, copos, pratos, tudo ajuda!
6. não desprezar as modernices: canetas cuja tinta desaparece, x-actos para tecido, réguas e bases para corte
A costura requer tempo, calma, paciência, perseverança e acima de tudo DISPOSIÇÃO! Se não tens isto tudo, então vai para o café fazer palavras cruzadas ou para o computador escrever mais um post.
A coisa hoje não me está a correr muito bem. :(
2. passar a ferro e alinhavar não são perdas de tempo
3. não se deita nada fora, tudo se aproveita, tudo se transforma
4. não se salta etapas
5. mente aberta para tudo o que está à nossa volta, mesmo que não esteja dentro da caixa da costura - acetatos, fita cola, mangueiras, moldes para plasticina, copos, pratos, tudo ajuda!
6. não desprezar as modernices: canetas cuja tinta desaparece, x-actos para tecido, réguas e bases para corte
A costura requer tempo, calma, paciência, perseverança e acima de tudo DISPOSIÇÃO! Se não tens isto tudo, então vai para o café fazer palavras cruzadas ou para o computador escrever mais um post.
A coisa hoje não me está a correr muito bem. :(
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22 de março de 2009
Carta Aberta
aos editores da Burda, Rakam e edições afins...
Agora
que as mulheres portuguesas já passaram a adolescência em liberdade,
que já queimaram os soutians,
começamos a não ter medo de fazer tricot em público, a dizer que sabemos costurar, crochetar
voltem lá...
voltem a editar revistas em português, nós prometemos comprar!
Agora
que as mulheres portuguesas já passaram a adolescência em liberdade,
que já queimaram os soutians,
começamos a não ter medo de fazer tricot em público, a dizer que sabemos costurar, crochetar
voltem lá...
voltem a editar revistas em português, nós prometemos comprar!
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